Conheço D laura há mais de 20 anos! Uma senhora simpática, que vende empadas ma-ra-vi-lho-sas  quase na esquina da minha casa, em frente a igreja do Ingá em Niterói.

Sua História começou há 25 anos, quando, mesmo amando sua profissão de professora concursada do estado do Rio de Janeiro, se viu precisando melhorar sua renda, para dar uma vida mais tranquila aos seus filhos.

Na época seu irmão, o Alfredo, já vendia empadinhas e ela começou dando uma força pra ele numa calçada no bairro de São Francisco em Niterói. Foi lá que conheci esses irmãos que, além de muito simpáticos e atenciosos, ainda faziam a MELHOR EMPADA de Niterói…

Se não fosse assim não estariam trabalhando há 25 anos no mesmo ponto.

Ela me contou que não foi fácil, mas que desistir nunca foi uma opção, mesmo nos piores momentos da economia no Brasil… e olha que passamos por muitos desses momentos, nestes 25 anos.

Começaram com uma carrocinha, e aos poucos foram ganhando clientela cada vez mais fiel. Com a ajuda do irmão, e muito trabalho viram que era hora dela também ter sua carrocinha e ela resolveu dividir as suas delicias com outro bairro da cidade, o Ingá.

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Há mais de 15 anos ela faz ponto aos sábados e domingos, pela manhã, bem próximo a Igreja do Ingá. Todos a conhecem lá. Uma dica pra quem quer comprar as empadas no domingo: não esperem a missa das 9 acabar.. depois dela não sobra quase nada pra comprar! 🙂

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Perguntei a ela se o seu negócio de empadas era seu plano B e ela me disse: ” Ah, minha filha, adoro ser professora, lutei muito para estar em sala de aulas e fiz 2 concursos para hoje lecionar matemática para o ensino médio, a empada na minha vida é o meu Plano B, C, D, E, F…., com elas eu consegui me manter dando aulas e proporcionando uma vida melhor aos meus filhos.”

Sobre um conselho para quem quer começar a empreender nessa área ela diz: ” Agradar a freguesia, ouvindo os pedidos deles e fazendo tudo com a maior limpeza e os melhores materiais, é minha receita para ter um negócio há tantos anos!  ”

Como era um Plano B e como tinha que trabalhar nos dias de semana, empreendeu somente aos sábados e domingos. Numa jornada dupla em que da aulas e prepara mais de 500 empadinhas por fim de semana, Ela só não abandonou seu cargo no estado porque ama ser professora!

Depois de 25 anos, essa rotina já faz parte da família e seu marido e filhas se unem aos fins de semana para ajuda-la na venda de todas as empadinhas.

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Essa história faz a gente pensar num problema muito mais profundo da realidade do Brasileiro. Políticas injustas fazem com que nossos professores precisem ter jornada dupla para sobreviverem e criarem seus filhos com mais dignidade!

Parabéns D. Laura! Primeiro por não desistir da sua profissão linda! Segundo por nos presentear todo fim de semana com suas empadinhas maravilhosas!

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