Com a nova proposta do governo que estabelece 65 anos como idade mínima para aposentadoria, antes o que era um sonho e uma finalidade de vida, pode parecer um pesadelo.

Veja na tabela abaixo como era antes e como pode ficar:

REFORMA-PREVIDeNCIA-MUDANCAS-infografico.png

Parece muito não é?

Agora vamos focar no seu empregador… Ter um empregado dessa idade e experiência, pode custar muito mais caro que ter alguém mais novo e com menos experiencia em seu lugar, disposto a ganhar pelo menos a metade do que você ganha.

O que ele faz? Te demite. Sem dó nem piedade. E lá está você, desempregado, com tempo ainda para se aposentar aos 65 anos, mais velho e tendo que viver sem renda e gastando tudo o que economizou a vida inteira para quando se aposentasse para sobreviver até a tão sonhada aposentadoria por idade.

Absurdo… mas é pra esta realidade que rumam todos os empregados, com menos de 50 anos, que dependerão do INSS para viver no Futuro.

Se você esta começando sua vida como assalariado agora, ainda tem tempo de fazer sua previdência ou um fundo para sua aposentadoria que pode te dar mais conforto na velhice. Mas se você nunca fez economia e já tem mais de 40 anos, não espere chegar aos 60 anos sem nenhuma reserva, comece a poupar, ou fazer investimentos o mais rápido possível.

Tente cortar radicalmente os gastos, reduzir o padrão de vida e procurar novas alternativas de renda, como trabalhar como professor, com consultoria, ou arranjar outros tipos de emprego. Uma boa dica é procurar aqui no Blog negócios que você pode tocar como um Plano B para aumentar a renda de sua família, e quem sabe transformá-lo num negócio de sucesso?

Depois dos 55 anos,  fica muito difícil conseguir se recolocar no mercado de trabalho, a não ser que tenha uma qualificação que já permita isso e se não juntou nada, é hora de se reinventar!

A alternativa a trabalhar até o fim da vida, é seguir a fórmula da economia: Economizar parte do que ganha para formar uma poupança, ainda que comece tarde. Se a pessoa gasta todo o dinheiro que recebe, terá de buscar entre esses dois caminhos: cortar despesas e/ou aumentar os ganhos.

Classe média tem risco de passar fome na velhice

Para 70% da população brasileira, a atual aposentadoria garantida pelo INSS é suficiente, cobre perfeitamente a necessidade das pessoas que ganham até dois salários mínimos. Quem vai ter de se preocupar com a aposentadoria é quem está na classe média, que não é rico. Essas pessoas terão de aprender a reduzir os custos para poder economizar dinheiro e não passar fome na velhice.
casal-de-idosos-aposentadoria-aposentados-1467202823735_615x300.jpg

O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação financeira, afirma que o ideal é que a pessoa faça a sua auto previdência sem contar com o INSS, e dispara:  “Apague o INSS da cabeça, porque não dá nem para dizer se ele vai sobreviver 30 anos e de que maneira estará. Se receber lá na frente, ótimo, terá um valor a mais”.

Veja como cortar gastos agora

Qualquer que seja a idade, o primeiro passo para começar a se programar para a aposentadoria é fazer um planejamento financeiro.

Segundo Domingos, é possível cortar de 20% a 40% dos gastos mensais fixos. “A faxina financeira deve abranger todos os gastos, desde o consumo de energia, água, telefone, gás, supermercado, feira, vestuário. Vale a pena trocar consumo não consciente pela poupança para realizar o sonho da aposentadoria”, diz.

Segundo Domingos, o valor a ser acumulado é o dobro da necessidade. Se precisa de R$ 5.000, deve economizar para ter um rendimento mensal de R$ 10 mil por mês, para que retire a metade e reaplique o valor mensalmente, para que, dessa forma, o valor nunca acabe.

planejar-aposentadoria.jpg

Onde investir

O ideal é separar até 20% do rendimento líquido para investir. O trabalhador pode optar por acumular tudo em reserva de dinheiro ou diversificar também em patrimônio, como a compra de imóveis ou até mesmo a sociedade em empresas.

Pesquisamos sugestões para quem deseja aplicar o total acumulado em investimentos. Separe os 20 % do seu rendimento líquido (que é o que sobra depois dos descontos em seu contracheque), e tente dividir o total como abaixo, de acordo com sua faixa etária:

Dos 20 aos 30 anos

  • 50% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos (papéis do Tesouro atrelados à inflação que pagam uma taxa de juro prefixada mais a variação da inflação medida pelo IPCA)
  • 10% a 25% em ações (dependendo do perfil de risco). De preferência, ações de empresas sólidas que paguem bons dividendos
  • Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento

Dos 30 aos 40 anos

  • 50% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
  • De 5% a 10% em ações (dependendo do perfil de risco – moderado a arrojado)
  • De 5% a 10% em fundos imobiliários (indicado para quem tem interesse em aplicar em imóveis mas quer diminuir o risco do investimento na compra de um único imóvel)
  • Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento

Dos 40 aos 50 anos

  • 25% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
  • 5% em ações (se já estiver acostumado a investir nessa modalidade)
  • 10% a 15% em fundo imobiliário
  • Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento

Dos 50 em diante

  • 80% em ativos de grande liquidez na renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
  • 10% a 20% em Tesouro IPCA+ com prazos abaixo de 10 anos
  • 10% a 20% em fundos imobiliários

Se quiser acompanhar nossas dicas e não perder nossos posts clique aqui.