Hoje a história vem de São Paulo, o nome dela é Suzer Dionísio da Super  Embalagens. Conheci a Suzer, por acaso na Internet, num grupo do facebook em comum. Estava fazendo uma pesquisa e ela apareceu num post de uma de suas clientes que adoraram as forminhas que ela fazia.
Pelas fotos vi a qualidade de seu trabalho e logo a chamei no Inbox para saber mais um pouco de sua história. Moral da História, estava certa, o Negócio é familiar, comovente e o melhor: Ela topou em contar aqui!
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A primeira pergunta que sempre faço a todos os entrevistados é: “Este negócio é seu plano A ou Plano B?” ou seja você faz esse trabalho nas suas horas vagas ou trabalha em tempo integral? Ela começou então me contando, que quando seu marido estava com 57 anos ficou desempregado. Ele era representante de vendas numa empresa de embalagens, que via suas vendas caírem dia a dia por conta da grave crise que o Brasil estava passando e previa sua demissão.
Ela sempre cuidou de sua família e dona de casa e sentiu que precisava fazer alguma coisa para ajudar o marido neste momento tão difícil, principalmente devido a idade deles, pelo menos enquanto o tempo da aposentadoria não chegasse.
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Tinham carro, casa, viajavam e uma situação de vida boa, quando tiveram que vender quase tudo que tinham para sobreviver.Mas a história que veio a criar sua marca de embalagens de brigadeiros, veio há mais tempo.
Há 6 anos atrás, quando ainda estava tudo bem e contando com a experiencia dele em embalagens, resolveram investir em uma máquina de corte e vinco industrial, e receberam de brinde uma pequena maquina de vinco e corte manual. A ideia deles era fazer embalagens para vinhos e achou que seria um ótimo negócio na época.
Compraram papel, visitaram vinícolas, mas eram iniciantes e não se prepararam para o negócio. Cometeram o mesmo erro de muitos empreendedores quando iniciam um negócio: Não fizeram um Plano de Negócios, ou seja, não pesquisaram clientela, preços, nicho de mercado, não investiram em cursos de formação , resultado: logo as máquinas estavam guardadas no porão.
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Com o desemprego e a dificuldade de pagar as contas, a máquina industrial foi uma das primeiras coisas que precisaram ser vendidas.
Na mesma época suas enteadas também estavam com dificuldades no emprego, uma delas com filha pequena e dificuldade para trabalhar fora. As duas então resolveram fazer brigadeiros gourmet, e como moram numa cidade no interior de São Paulo, estavam encontrando dificuldades em achar as caixetas para os doces.
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Foi nessa época que começaram a procurar fornecedores para as filhas em São Paulo. E nessa procura, viram que os preços eram bem altos. Foi quando se lembraram que a pequena máquina de corte e vinco estava parada no porão e que podiam, eles mesmos, fazer essas embalagens para elas.
Tiveram então a ideia de mandar fazer uma faca (espécie de forma para o corte no formato das caixetas para os brigadeiros)  e investiram na ideia inicialmente para ajudar as filhas.
O resultado foi tão bom que eles começaram  a se interessar pelo assunto, e investiram em cursos, pesquisa de materiais, fornecedores, pois desta vez estavam determinados a começar direito e com o conhecimento necessário para deslancharem!
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Nessa época o pai dela, um senhor já idoso e necessitando de cuidados foi morar com eles, e a possibilidade de começar um negócio em casa, sem deixar de dar atenção ao seu pai e cuidar da casa a incentivou a ir por esse caminho.
Conversou com seu marido, e ele deu todo apoio e suporte, e decidiram investir nesta ideia, desta vez com tudo que precisavam para o negócio crescer. Levou algum tempo até conseguir fornecedores de papel de qualidade e preços competitivos. Mas finalmente, começaram o negócio.
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Desde o início, outra filha do casal, que é Designer Gráfica, tem sido a melhor incentivadora, –além de ajudar muito com toda parte de divulgação, em redes sociais e no Marketing de vendas, ela fotografa e faz posts no facebook, diz Suzer orgulhosa.
Ela também dá dicas e ensina como lidar com os clientes e pedidos,  ” Meu avô (Nonno como ela chama carinhosamente), ajuda separando e contando as caixetas, enquanto meu marido ajuda na produção e  venda dos produtos. Minha filha faz a Propaganda nas redes sociais. Minha família toda tem seu papel na empresa que estamos construindo juntos”.

Ela conta como foi difícil no começo: ” Nossa situação financeira estava gerando problemas, depressão, dividas, síndrome do pânico e nos sentíamos sem saída.” 

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Com o inicio desse projeto, aos poucos estão pagando as dívidas, mesmo com a produção e o lucro ainda pequenos.  “Ainda estamos engatinhando nesse ramo, mas tenho feito muita amizade com nossa clientela que fica cada vez mais fiel porque percebe que temos um produto de qualidade a um preço justo, além de muito carinho em todo o processo.”  diz ela.
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“Afinal de contas todos os meus clientes são doceiras que colocam muito amor naquilo que fazem também, e sinto que meu trabalho complementa o delas, e todas tentamos levar nosso amor as pessoas que contratam a gente”.

Muito legal contar sua história aqui Suzer, são elas que me fazem acordar todos os dias empolgada a procurar ideias lindas como a sua aqui no Blog. Inspirar cada vez mais pessoas para que elas sintam que nunca é tarde para mudar e correr atras de seus sonhos me Fascina.

Seja por necessidade, por vontade de crescer ou ganhar uma renda extra, tome uma decisão hoje e seja mais Feliz pro resto de sua vida!

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